sexta-feira, 24 de maio de 2013

10 ANOS DA LEI Nº 10639

Aula pública “Chegando aos 10 anos: a Lei 10.639 e os desafios da superação do racismo na educação”


Abrindo o mês da Consciência Negra, a Ação Educativa – por meio da formação “Educação, Relações Raciais e Direitos Humanos” – promoveu uma aula pública sobre os 10 anos da lei 10.639 de 2003, que instituiu a obrigatoriedade do ensino de História da África e dos/as africanos/as no currículo escolar do ensino fundamental e médio.
A atividade contou com a presença de quase 70 participantes, que debateram sobre essa conquista fundamental da luta anti-racista do movimento negro com a Professora Doutora Petronilha Beatriz Gonçalves e Silva, figura importante neste processo de construção de políticas afirmativas que buscam corrigir desigualdades sociais.
Petronilha foi relatora do parecer que estabeleceu as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História da Cultura Afro-Brasileira e Africana. Ela também participou da relatoria que estabeleceu, por sua vez, as Diretrizes Curriculares para o Curso de Pedagogia. Recentemente, recebeu o título de professora emérita da Universidade Federal de São Carlos.
Reconhecendo a lei como um grande avanço para o processo de democratização do ensino, Petronilha evidencia a sua força simbólica para organizações que lutam pela valorização e respeito às pessoas negras e sua história. “Nós do movimento negro ainda vamos repetir por muito tempo: a lei 10.639 é um símbolo do resultado de uma luta, ainda parcial, mas de uma luta de muitas gerações que passaram um século insistindo que os brasileiros conheçam a cultura dos africanos e afrobrasileiros. Não podemos nos esquecer, uma forma de desvalorizar é desconhecer. Daí a importância de incorporação do debate da diversidade etnicorracial nas práticas escolares.”, destaca.
Para a professora é preciso reforçar que tanto a lei 10.639, quanto a lei 11.645 (que dispõe sobre as questões indígenas) são um apelo a um direito coletivo e não individual. Afinal, segundo Petronilha, estamos tratando da história do maior segmento da população, que durante muito tempo permaneceu invisibilizada. “No meu entender tanto a lei 10.639, quanto a lei 11645 garantem um direito coletivo. Não é o direito da Mariazinha porque é negra, nem do Joãozinho porque é negro, não é do Taiuã porque ele é índio terena. Definitivamente, não é um direito somente deles, é um direito dos povos aos quais eles pertencem. E eles pertencem não porque acidentalmente nasceram no grupo, mas porque assim se autodeclaram.”
De acordo com Petronilha, a lei 10.639 não defende outra abordagem etnocêntrica, como apenas uma troca de lugares entre um enfoque europeu por um africano. O objetivo é ampliar a base dos currículos escolares para a diversidade cultural, racial, social e econômica brasileira. Neste sentido, é necessário incluir no contexto dos estudos cotidianos também as contribuições dos povos indígenas, dos descendentes de asiáticos, entre outros. “A lei 10.639, sobretudo o seu artigo 26A exige, na verdade, que repensemos as relações étnico-raciais. Ela propõe uma ampliação do que é central, agora, todos/as tem o direito a fala, todos/as tem o direito ao centro”, explica.
Neste ponto, Petronilha chama atenção para as políticas de formação dos docentes e demais profissionais da educação, que devem ser capazes de contemplar à compreensão da dinâmica sociocultural da sociedade brasileira. “Os professores devem conseguir lidar com as tensas relações produzidas pelo racismo, esse é o nosso grande desafio. Precisamos conduzir a reeducação das relações entre diferentes grupos étnico-raciais, sem isto é impossível pensar em uma educação de qualidade”, conclui.
Saiba mais sobre a história de luta do movimento negro pela lei 10.639, bem como sobre as normativas para sua implementação. Confira!

120 ANOS DE ABOLIÇÃO : O QUE SE PASSOU?

120 anos de abolição: o que se passou?

O que passou? Apenas o tempo, mas as condições de vida para a etnia negra e afrodescendente pouco ou quase nada mudaram na vida da maioria desta população!

O que ficou? Uma grande repetição exploradora e muitas lições a serem aprendidas por toda a nação!

O que se realizou? Nem todos os sonhos desejados se realizaram, contudo a esperança e a bravura nunca perderam o seu espaço na luta intensa dos anônimos/as da população negra desta terra!

O que se aprendeu? Nunca houve qualquer concessão, só após as lutas houve conquistas e que na comunidade não se perde a identidade!

O que este povo nunca esqueceu? O valor da experiência coletiva e comunitária, pois sempre que se individualizou sofreu o mau agouro da solidão e da exploração e que a consciência não é mágica, mas que deve ser ensinada e aprendida a cada dia do nascer ao por do sol!

O que se viu? Tristes histórias que se sucedeu em diferentes lugares do país, mas também o heroísmo anônimo que quebraram correntes e prisões incomensuráveis!

Quem ficou? Heróis pouco conhecidos, mas com a bravura de serem tão importantes que nem o silêncio, nem a omissão arquitetada durante séculos conseguiram extingui-los! Valeu Zumbi!

Onde ficou? Nas ruas calçadas das cidades coloniais, nas construções de paredes largas de dezenas de cidades históricas em todo este país, na força do trabalho negado, na riqueza que foi apropriada nas mãos da elite, na ausência política, sócio-econômica e educacional que hoje clama por justiça e dignidade!

Qual ritmo dançou? Dançou a musicalidade de todos os sons, pois a arte do movimento, da ginga, do passo e do compasso, da harmonia sempre foi ouvida com sensibilidade desde a época dos primeiros e mais sábios ancestrais da África e o contato com a madeira, com o couro, com os metais é musical!

Que alimentos comeu? Não só comeu, como também ensinou a comer a força das plantas, das raízes, das folhas, das carnes, dos cozidos e assados que a natureza graciosamente oferece!

Que fé cultuou? A força do AXÉ! Que conta a história sensível e profunda de como que a espiritualidade perpassa a todas as coisas das mais simples às mais complexas e que a relação entre cada ser vivo e o coletivo é belo e precisa ser respeitada, nos seus ciclos e manifestações!

Por que 120 anos em doze perguntas? Porque a matemática é simples, precisa e pode ser sempre multiplicada por 10 (dez), representando assim cada questão a proporção de uma década, mas que inspira o desejo de um novo movimento onde não se necessite esperar outros 120 anos para que tenhamos mais vida, mais igualdade sócio-econômica, mais respeito, mais escolaridade, mais cidadania. Queremos um tempo breve para que todos vivam como gente!

Professor Uene José Gomes- CEAB/UCG

segunda-feira, 13 de maio de 2013

LIBERTAÇÃO DA ESCRAVATURA


Sabemos que os escravos passaram muitos sofrimentos na época da escravidão e até que fossem libertados muito horror aconteceu! A libertação dos escravos infelizmente não os libertou do preconceito que continua até hoje.
Quando os portugueses colonizaram oBrasil tentaram fazer dos índios escravos para trabalhar nas lavouras, mas graças aos religiosos esta escravidão não foi levada adiante e os portugueses passaram a ir à África buscar negros para submetê-los ao trabalho escravo em suas colônias.
A forma como eram trazidos já era desumana porque os transportavam nos porões dos navios negreiros e muitos deles morriam durante a viagem. Os que sobreviviam eramcomprados por fazendeiros que os tratavam de forma desumana.
A maioria os considerava de classe inferior pela cor da pele, mas uma minoria não concordava e estes eram chamados de Abolicionistas. Infelizmente a escravidão durou por quase 300 anos por causa dos interesses econômicos e as providências para a libertação dos escravos foi sendo tomada lentamente.
Libertação dos Escravos Mas em 1870 na região sul do Brasil começaram a pegar mão de obra de imigrantes principalmente italianos para trabalhar nos engenhos e com isso a escravidão foi diminuindo. O tráfico negreiro foi proibido em 1850 e vinte anos mais tarde a lei do Ventre Livre foi declarada no dia 28 de setembro o que foi um grande passo já que tornava livres os filhos de escravos que nascessem a partir desta data.
Outro grande avanço foi a Lei Sarava-Cotegipe quebeneficiava os negros de mais de 65 anos, mas até esta idade eles trabalhavam e eram muito judiados e perseguidos.

Libertação dos Escravos

Somente no dia 13 de maio de 1888 através da Lei Áurea que finalmente a liberdade tão merecida foi alcançada pelos negros brasileiros.
Esta lei foi assinada pela Princesa Isabel e aboliu de vez a escravidão.
Infelizmente ao serem alforriados os negros não sabiam o que fazer com a sua liberdade porque não tiveram nenhum amparo do governo e uma maioria continuou nas fazendas onde trabalhavam, mas ganhando salários irrisórios, outros foram para as grandes cidades e acabaram na marginalidade.
Deram a liberdade, mas nunca os ensinaram a usá-la!

Feriado

Libertação dos Escravos O dia 13 de maio já foi feriado nacional e deixou de ser muito embora datas como 13 de maio e 20 de novembro deveriam ser dias que devêssemos comemorar e conscientizar nosso país contra o racismo e tantos preconceitos.
Fonte: www.sempretops.com www.sempretops.com/libertacaodosescravos

sexta-feira, 19 de abril de 2013

DIA DO ÍNDIO 19 DE ABRIL

Memorial dos Povos Indígenas celebra o Dia do Índio

O evento Mundo em Movimento - Dia do Índio 2013 acontece a partir de 18 de abril, às 19 horas, quando será lançado o folder "O Brasil Indígena", que traz informações sobre o Censo Demográfico 2010.
A programação inclui inauguração da Mostra da Arte Karajá - Iny Bededyynana, apresentação do filme Ritxoko-Arte Cerâmica dos Iny e lançamento do catálogo Iny: Bero Mahadu - Povo do Rio - Os Karajá Ilha do Bananal.
Convidados para participar da celebração, os Karajá (TO) ficam  em Brasília até o dia 20 de abril para mostrar ao público um pouco de seus cantos e danças - dias: 18/04, às 20 horas; 19 e 20/04, às 10 e às 15 horas.
O Memorial dos Povos Indígenas fica no Eixo Monumental Oeste, Praça do Buriti, Brasília-DF.

CS/MI
17/04/2013

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