quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Profª Noely Eva Almeida Disciplina Matemática

Cultura Afro-brasileira e a Matemática trabalho  de proporção realizado pelos alunos do 9º ano








Profº Cleberson Diego Gonçalves Disciplina Artes



Vídeo de Arthur Bispo de Rosário na 30ª Bienal Internacional de Artes de São Paulo


 
ARTHUR BISPO ROSÁRIO (O ILUSTRE DESCONHECIDO)
 
Por Fernando Schubach
Ouvindo vozes do inconsciente, Bispo inicia a construção de um universo e em suas viagens, em suas lutas o seu cotidiano é retomado com tal intensidade que transborda e dissipa a esfera pessoal. Da sua vida faz uma imprevista experiência, produzindo com ela, a partir de seus fragmentos, uma obra que inaugura discursos para realidades de que nos faz co-participantes. Produto de sua produção torna-se artista.
Arthur Bispo do Rosário criou um universo particular e ao mesmo tempo universal. É íntimo por partir de motivações profundamente enraizadas em seu inconsciente e alcança o outro na medida em que se concretiza na desconstrução e reconstrução de elementos percebidos e incorporados à vida cotidiana da sociedade de consumo, ao mesmo tempo em que se origina em códigos incorporados à civilização judaico-cristã. Foi diagnosticado como portador de esquizofrenia paranóide - caracterizada pela ocorrência de visões, alucinações, sentimentos de perseguição e em que é comum o doente escutar vozes. A partir desse período, começa a produzir seu trabalho artístico, motivado por um pedido de Deus para que reconstruísse o universo e registrasse a passagem divina pela terra. Aí, começa a história de Bispo do Rosário como artista plástico. Estima-se que elaborou cerca de 1.000 peças, que permaneceram como propriedade da Colônia Juliano Moreira, no Rio de Janeiro, hoje desativada como instituição manicomial e transformada no Museu Arthur Bispo do Rosário. Bispo faleceu em 1989.
O Bispo do Rosário é considerado pela crítica um dos principais artistas brasileiros do século XX, saudado nacional e internacionalmente, mas apreciado por um público ainda restrito a intelectuais. Um dos motivos mais significativos para o reconhecimento de sua importância é que o Bispo foi um artista de vanguarda, de forma absolutamente intuitiva, sem receber qualquer treinamento técnico, conviver com outros artistas, ler livros especializados ou freqüentar espaços de arte. Começou a produzir, de forma praticamente ininterrupta, a partir dos anos 40, e nesse trabalho incluiu elementos pop, movimento estético que só surgiria na Inglaterra por volta da década de 1960. Sua genialidade se expressa na forma como trabalha os elementos, os novos suportes utilizados, a configuração contemporânea de sua arte, a harmonia do conjunto das peças. Arthur Bispo foi redescoberto a partir do trabalho do crítico Frederico Morais na década de 80, que organizou uma exposição e lançou uma possibilidade de compreensão e sistematização do conjunto da obra. Todavia, Rosário é desconhecido pela maioria do público brasileiro e, curiosamente, também em sua terra natal, Sergipe.
Rosário recolheu e retrabalhou objetos, fragmentos e restos do mundo industrial. Sua reconstrução era precedida do recolhimento de materiais descartados, encostados, inservíveis, simplesmente encontrados no lixo ou da obtenção de linha pelo desfiar de roupas, inclusive dos uniformes dos internos da instituição psiquiátrica em que vivia, para utilizar em bordados. Limpava o mundo, reciclava-o e reedificava-o. Reconstruir era também organizar as coisas. Dessa idéia de ordenamento, decorre muito da harmonia estética de sua produção.
Foge dos suportes tradicionais, cria objetos tridimensionais, é precursor do que se chama hoje de instalação. Fez isso sem freqüentar escola de arte, ir a museus ou exposições, ler livros, aprender a pintar, a desenhar, a esculpir.
O resultado parece simples, decorativo, despretensioso, lúdico, mas é sempre minuciosamente trabalhado e a concepção é sofisticada e elaborada. Negando-se a tomar os remédios que lhe entregavam para o tratamento, ele mergulhou no delírio como opção de criação. O preconceito criado pela loucura desse artista pode tentar diminuir a dimensão de sua arte.
Múltiplos Olhares
A obra de Arthur Bispo do Rosário pode ser apreciada sob diversos pontos de vista.
Sob a perspectiva psicológica, possibilita a análise de como as imagens da loucura do artista transportaram-se para os objetos. Na perspectiva estética, é possível discutir e avaliar sua contribuição para a arte brasileira de vanguarda. Pela ótica mítica, pode-se tentar recompor o seu universo onírico e buscar traduzir sua simbologia e sua cosmovisão, de significados cristãos e profanos.
Há outras abordagens possíveis. O leigo, talvez, prefira apreciar as cores, composições, simetrias e os aspectos lúdicos de sua arte. No entanto, é impossível não ficar curioso e surpreendido pelo recolhimento e aproveitamento de objetos, pelo esforço colecionador e pela disposição ordenada de coisas, pela profusão e riqueza de detalhes, operados com minúcia e cuidado. Não se pode igualmente negar o seu talento, que se expressa de múltiplas formas e em variados suportes.
Após o impacto inicial das primeiras exposições, foram escritos artigos, ensaios e trabalhos científicos diversos. Bispo do Rosário virou livro, peça de teatro e vai virar filme este ano, pelas mãos do cineasta Geraldo Motta. Muito ainda terá que ser feito para revelar a grandiosidade de sua produção artística.

Fonte:   Fashion  Genesis, Moda e Consultoria de Estilo

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Kabengele Munanga O Negro no Brasil de Hoje



Publicado em 20/09/2012 por
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Enviado por em 07/12/2011
Palestra do Profº. Dr. Kabengele Munanga, da Universidade de São Paulo, no Seminário Juventude Negra: Preconceito e Morte, realizado no Memorial da América Latina.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Religiosidade Afro brasileira - Museu Afro Brasil

Neste vídeo, você vai conhecer uma parte do núcleo Religiosidade Afrobrasileira que integra a exposição permanente do Museu Afro Brasil, em São Paulo.

Museu Afro Brasileiro - Artes Plásticas


Neste vídeo, você vai conhecer uma parte do núcleo Artes Plásticas que integra o acervo do Museu Afro Brasil, em São Paulo. Neste núcleo estão quadros, esculturas e instalações de artistas negros brasileiros, representantes do período barroco, da arte acadêmica, moderna e contemporânea.

APARTHEID

FONTE: NOVA ESCOLA

SEGREGAÇÃO DOS NEGROS

O que foi o Apartheid na África do Sul?

Entrada do Apartheid Museum, em Joanesburgo, África do Sul: 'brancos' e 'nao'brancos'
Entrada do Apartheid Museum, em Joanesburgo,
África do Sul: "brancos" e "não brancos".
Foto: The Africa Fellowship/Creative Commons.
CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR
Nelson Mandela deixou a prisão há 20 anos, no dia 11 de fevereiro de 1990. A liberdade do líder foi o mais forte sinal do fim do regime de segregação racial na África do Sul, o apartheid.
Colonizada a partir de 1652 por holandeses e tendo recebido imigrantes de outras partes da Europa e da Ásia, a África do Sul tornou-se, em 1910, uma possessão britânica. Desde a chegada dos primeiros europeus, há mais de três séculos, a história do país africano, que será a sede da Copa do Mundo em 2010, foi marcada pela discriminação racial, imposta pela minoria branca.
Como protesto a essa situação, representantes da maioria negra fundaram, em 1912, a organização Congresso Nacional Africano (CNA) à qual Nelson Mandela, nascido em 1918, se uniu décadas depois. No CNA, Mandela se destacou como líder da luta de resistência ao apartheid.
O pai de Mandela era um dos chefes da tribo Thembu, da etnia Xhosa e, por isso, desde cedo, o garoto foi educado e preparado para assumir a liderança de seu povo. "Ele recebeu o melhor da Educação de sua tribo e foi iniciado em todos os rituais. Mas também teve o melhor da Educação europeia, estudando em bons colégios", explica Carlos Evangelista Veriano, professor de História da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas).
O apartheid oficializou-se em 1948 com a posse do primeiro-ministro Daniel François Malan, descendente dos colonizadores europeus - também chamados de africâners. "Embora a história oficial omita, sabemos que os ingleses foram os financiadores do apartheid, já que o Banco da Inglaterra custeava todos os atos do governo sul-africano", afirma Veriano.
Com o novo governo, o apartheid foi colocado em prática, instituindo uma série de políticas de segregação. Os negros eram impedidos de participar da vida política do país, não tinham acesso à propriedade da terra, eram obrigados a viver em zonas residenciais determinadas. O casamento inter-racial era proibido e uma espécie de passaporte controlava a circulação dos negros pelo país. "É importante lembrar que essa política teve clara inspiração nazista", diz o professor.
Embora tenha sido preso diversas vezes antes, Mandela já cumpria pena desde 1963 quando recebeu a sentença de prisão perpétua. Porém, com o passar dos anos, o mundo passou a se importar mais com a inadmissível situação da África do Sul, que começou a receber sanções econômicas como forma de pressão para acabar com o apartheid. Em 1990, com o regime já enfraquecido, Mandela foi solto, depois de 27 anos no cárcere. O governo, liderado por Frederik De Klerk, revogou as leis do apartheid. Três anos depois, Mandela e Klerk dividiram o Prêmio Nobel da Paz.
Em 1994, nas primeiras eleições em que os negros puderam votar, Mandela foi eleito presidente do país. O filme Invictus, dirigido por Clint Eastwood, em cartaz atualmente nos cinemas, tem como foco a história de Mandela (interpretado por Morgan Freeman) logo que ele assume a presidência. A obra mostra como o líder governou não com a intenção de se vingar dos brancos, mas sim de realmente transformar o país em uma democracia para todos.

Consultoria Carlos Evangelista Veriano
Professor de História da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas)